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27 de fevereiro de 2016
Detalhe do botão de reciruclação (acima)

A Klima Car atende mais de 200 carros por mês e uma dúvida dos clientes é sempre recorrente: “qual a melhor maneira de usar o ar-condicionado de meu carro?”

Por esse motivo resolvi escrever este artigo.

Quando utilizamos um sistema de ar-condicionado automotivo, temos que atentar para uso adequado da tecla de recirculação/renovação de ar. Um simples cuidado como posicionar a função de maneira correta, consegue-se melhor eficiência e até mesmo economizar combustível do veículo.

Detalhe do botão de reciruclação (acima)
Detalhe do botão de recirculação (acima)

A tecla de recirculação serve para direcionarmos a captação do vento a ser resfriado para ser feita internamente à cabine ou externamente. Geralmente, quando a luz deste botão acende, é porque o ar está sendo coletado no interior do veículo.

Quando falamos em ar-condicionado, ou condicionadores de ar, falamos em remover a energia (na forma de calor) do vento para que este resfrie o ambiente. Todo o sistema tem uma certa capacidade de remover o calor, por isso temos que otimizar a maneira de trabalho: é necessário aproveitar a fonte de ar aonde a temperatura esteja mais baixa.

Parece complicado mas para fazermos isso basta nos atentar para um simples fator: é mais fácil manter o ar frio, do que pegá-lo de uma fonte mais quente e resfriá-lo.

Um exemplo: quando pegamos o veículo estacionado ao sol, o seu interior está muito aquecido, com temperaturas que podem ultrapassar a 50°C. Por mais quente que esteja o dia, com certeza a temperatura externa está mais baixa do que a do interior do veículo. Seguindo a lógica de captar o ar aonde esteja mais frio, nesta situação posicionamos a tecla de captação de ar para pegar o ar de fora. Ajuda até se abrirmos um pouco a janela para remover o excesso do calor.

Porém conforme o vento vai esfriando, o interior do veículo passa a ficar mais frio do que o exterior. Portanto, após alguns minutos de uso, o correto é posicionarmos a tecla de captação para a recirculação interna.

Dessa maneira, o esforço físico para remover o calor do vento diminuirá. Assim teremos mais eficiência e menos consumo de combustível.

Para aqueles que sofrem de claustrofobia, não se preocupem. Jamais ficaremos sem oxigênio no interior do veículo, mesmo se utilizarmos a captação de ar interna. Isso porque todo veículo não é hermeticamente fechado, há sempre entradas escondidas de ar para justamente evitar que o ar fique viciado. É por esse motivo que sentimos o odor do rio quando passamos em suas proximidades, mesmo com o veículo com os vidros fechados.

Posso usar o ar quente com o ar-condicionado ligado?

Sim. Mas pelos motivos acima explicados, fisicamente haverá um desperdício de energia, visto que dessa maneira esfriaremos o vento para depois aquecê-lo. O mais indicado é controlar a temperatura primeiro com a intensidade/velocidade do vento que sai no painel, diminuindo a vazão caso a sensação térmica seja de muito frio.

Após abaixar para a vazão de ar mínima e, mesmo assim, continuar sentindo o ar excessivamente frio, aí podemos misturar um pouco do vento quente com o vento frio, aumentando a graduação de temperatura.

4 de fevereiro de 2016
o Papa do Ar Condicionado
José Carlos Kruppa, na fábrica da Denso, no Japão.
José Carlos Kruppa, na fábrica da Denso, no Japão.

 

Este é José Carlos Kruppa. Engenheiro mecânico de formação, engenheiro experimental de profissão.

Ano de 1972. Muitos dos motoristas de hoje nem tinham nascido. Poucos tinham acesso a um automóvel. Ninguém sonhava com o conforto de um ar condicionado. Nesse ano, José Carlos Kruppa foi contratado pela Volkswagen do Brasil com o desafio de desenvolver sistema de ar condicionado para os modelos da montadora.

Não existia tecnologia. Não existiam fornecedores de peças. Não havia referências. Nem mesmo um mercado consumidor que pudesse direcionar os trabalhos de desenvolvimento com suas demandas e necessidades. Tudo deveria ser desenvolvido do zero.

Mas isso não foi problema para o jovem que na época ansiava colocar em prática todos os conhecimento adquiridos em seu curso de engenheiro mecânico concluído recentemente na FEI.

Através de técnicas desenvolvidas com muita criatividade, esforço e dedicação, logo conseguiu projetar um sistema de ar condicionado para ser oferecido nos modelos de Fusca e Kombi vendidos na época. E aprendeu na prática a fundamental importância de se executar testes antes do lançamento de um produto.

Através de protótipos do sistema desenvolvido, testou exaustivamente o veículo em situações extremas. Resultado: motores fundidos com 40.000 quilômetros rodados. Em busca de uma explicação, desmontou por completo os componentes do sistema de ar condicionado e arrefecimento do veículo e identificou um problema crítico no projeto de arrefecimento do motor, que na época era a ar – o que incompatibilizava o uso de ar condicionado nesse tipo de motor.

A malha viária na época era composta por ruas e estradas de barro. A poeira acumulava no condensador e aumentava a pressão do sistema de ar condicionado e o esforço do motor para girar o compressor. Além disso a sujeira acumulava também no dissipador de calor do motor, diminuindo a capacidade de troca de calor, gerando portanto déficit no arrefecimento.

Compromissado em fazer o melhor trabalho possível, o engenheiro José Carlos Kruppa levou o problema para a direção da empresa, informando que o sistema só seria viável se mudasse o sistema de arrefecimento para o refrigerado a água, tecnologia que estava despontando na época. A direção negou a alteração naquele momento, porque não queria investir em novo ferramental para produção do motor e o projeto foi abortado. Porém ela se conscientizou de que os novos projetos deveriam ser desenvolvidos com a nova tecnologia.

Foi assim que nasceu o motor a água no Brasil, no desenvolvimento de novos modelos sucessos de vendas, tais como o Gol, o Passat e o Santana.

E para o engenheiro ficou o ensinamento de que nada pode ser executado sem ser testado e experimentado exaustivamente, antes do uso pelo cliente final.

Essa filosofia foi o berço da criação da Klima Car, empresa que ele fundou após se aposentar na Volkswagen do Brasil em 1992. E até hoje em cada kit instalado ou conserto realizado, o engenheiro José Carlos Kruppa faz questão de pessoalmente testar todos os mínimos detalhes para garantir a melhor qualidade e eficiência para nossos clientes.

 

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