Carregando...

Categoria: Principal

4 de fevereiro de 2016
o Papa do Ar Condicionado
José Carlos Kruppa, na fábrica da Denso, no Japão.
José Carlos Kruppa, na fábrica da Denso, no Japão.

 

Este é José Carlos Kruppa. Engenheiro mecânico de formação, engenheiro experimental de profissão.

Ano de 1972. Muitos dos motoristas de hoje nem tinham nascido. Poucos tinham acesso a um automóvel. Ninguém sonhava com o conforto de um ar condicionado. Nesse ano, José Carlos Kruppa foi contratado pela Volkswagen do Brasil com o desafio de desenvolver sistema de ar condicionado para os modelos da montadora.

Não existia tecnologia. Não existiam fornecedores de peças. Não havia referências. Nem mesmo um mercado consumidor que pudesse direcionar os trabalhos de desenvolvimento com suas demandas e necessidades. Tudo deveria ser desenvolvido do zero.

Mas isso não foi problema para o jovem que na época ansiava colocar em prática todos os conhecimento adquiridos em seu curso de engenheiro mecânico concluído recentemente na FEI.

Através de técnicas desenvolvidas com muita criatividade, esforço e dedicação, logo conseguiu projetar um sistema de ar condicionado para ser oferecido nos modelos de Fusca e Kombi vendidos na época. E aprendeu na prática a fundamental importância de se executar testes antes do lançamento de um produto.

Através de protótipos do sistema desenvolvido, testou exaustivamente o veículo em situações extremas. Resultado: motores fundidos com 40.000 quilômetros rodados. Em busca de uma explicação, desmontou por completo os componentes do sistema de ar condicionado e arrefecimento do veículo e identificou um problema crítico no projeto de arrefecimento do motor, que na época era a ar – o que incompatibilizava o uso de ar condicionado nesse tipo de motor.

A malha viária na época era composta por ruas e estradas de barro. A poeira acumulava no condensador e aumentava a pressão do sistema de ar condicionado e o esforço do motor para girar o compressor. Além disso a sujeira acumulava também no dissipador de calor do motor, diminuindo a capacidade de troca de calor, gerando portanto déficit no arrefecimento.

Compromissado em fazer o melhor trabalho possível, o engenheiro José Carlos Kruppa levou o problema para a direção da empresa, informando que o sistema só seria viável se mudasse o sistema de arrefecimento para o refrigerado a água, tecnologia que estava despontando na época. A direção negou a alteração naquele momento, porque não queria investir em novo ferramental para produção do motor e o projeto foi abortado. Porém ela se conscientizou de que os novos projetos deveriam ser desenvolvidos com a nova tecnologia.

Foi assim que nasceu o motor a água no Brasil, no desenvolvimento de novos modelos sucessos de vendas, tais como o Gol, o Passat e o Santana.

E para o engenheiro ficou o ensinamento de que nada pode ser executado sem ser testado e experimentado exaustivamente, antes do uso pelo cliente final.

Essa filosofia foi o berço da criação da Klima Car, empresa que ele fundou após se aposentar na Volkswagen do Brasil em 1992. E até hoje em cada kit instalado ou conserto realizado, o engenheiro José Carlos Kruppa faz questão de pessoalmente testar todos os mínimos detalhes para garantir a melhor qualidade e eficiência para nossos clientes.

 

Top